terça-feira, 20 de setembro de 2016

Das frustrações no cabeleireiro

Tenho quase 30 anos e ainda não consegui ficar fiel a um cabeleireiro. Quer dizer, fui fiel a uma cabeleireira até ela me fazer umas madeixas rosa-choque quando eu queria cor caju...
A minha farta cabeleira de qualidade duvidosa, com excesso de cabelo, textura seca tipo palha, cabelinho tipo afro mesmo, cabelinho que fez com que a dona fosse vítima de bullying durante anos a fio, fez com que eu durante muitos anos vivesse com um rabo de cavalo a prender tudo o que fosse fio de cabelo.
Alguns amigos até me disseram para copiar o look da Ana Sofia Martins por ter um cabelo igualzinho, mas esquecem-se que não sou tão bonita quanto ela, nem tenho o corpinho da cachopa... e que eu saiba, não tenho uma gota de sangue africano nas veias para ser tão audaciosa. Quero a minha cabeleira mais discreta...
No ano passado, graças à minha nova vida em Lisboa, resolvi arriscar num alisamento e foi talvez a maior revolução que fiz no meu visual. Tenho o cabelo tão amansado como os dos anúncios de shampoo.

Contudo, os meus dias em Lisboa estão prestes a acabar e resolvi "apalpar terreno" sobre cabeleireiros em Braga. Juro que andei a pesquisar pelo Santo Google sobre o assunto.
Aconselharam-me um na zona da Universidade do Minho devido ao conceito de low cost. Lá fui eu cortar o cabelo.


Foi uma experiência muito má. A cabeleireira só me corta as pontas (quando eu pedi para cortar uns 10cm pelo menos), tento puxar o assunto "alisamento" ao qual ela demonstra um total desconhecimento sobre técnicas. O proprietário do salão, a quem paguei posteriormente o serviço, após ter sido abordado sobre alisamentos e orçamentos foi extremamente antipático. De boca cheia diz que "a menina não sabe do que fala e não vou ser eu que lhe vou explicar como funciona estes tipos de alisamentos disponíveis".
Meu caro, da mesma forma que o senhor dá a cara a um salão de cabeleireiros, fique sabendo que um bom profissional não deve saber só cortar e esticar o cabelo. Deve ter formação necessária para aconselhar. Ou pelo menos tentar aconselhar. Atitudes dessas fez com que eu pusesse em causa todo o profissionalismo e idoneidade que podem dizer que têm. Não foram profissionais comigo. Podem ser low cost, mas isso não dá direito a serem desagradáveis com os clientes. Dizer que desfrisar o cabelo é exactamente o mesmo que todo e qualquer tipo de alisamento que anda por aí, é um valente erro...

Honestamente se o serviço fosse bom, eu voltaria e aconselharia. Foi péssimo e assim que saí do salão, passei a palavra de que além do mau serviço prestado ainda foram antipáticos. Por norma o meu nível de exigência é razoável. Não posso pedir perfeccionismo quando eu própria não o sou também. Mas a coisa correu mesmo mal...
Ah, e tenho todo o direito de pedir fatura, como tenho o direito de vos negar gorjeta. Não vale a pena bufar.



Agora a sério...alguém conhece um cabeleireiro de jeito por Braga? Que não me diga que "para quê fazer alisamentos se a desfrisagem faz o mesmo"?

2 impressões:

Joana disse...

Aqui entre nós sei, por experiência própria, que o óleo de côco é brutal a remover maquilhagem... por isso até acredito que o óleo também resulte.

Alima das Cartas disse...

Qualquer gordura ajuda a retirar a maquilhagem... mas usar óleo Fula na cara, quando há oleos mais naturais como o óleo de coco ou o velhinho e tradicional azeite? hummmmm

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