quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Dos irmãos que ganhamos com os Erasmus

A minha irmã turca que já não vejo pessoalmente desde 2012 vai-se casar dentro de dois meses.

Quando a conheci, estava noiva de um afegão que estudava medicina na Turquia, mas a coisa azedou quando ele lhe disse que assim que se casassem, ela iria viver em Cabul com a mãe dele, para fazer companhia à velha, logo não poderia exercer qualquer actividade laboral em Cabul por dois motivos: primeiro era mulher, segundo, é considerada "propriedade" do maridão.
Durante o tempo que vivemos juntas, alertei para a gravidade da situação, ao qual ela, meses mais tarde fez um manguito ao afegão e às suas ideologias machistas.

Há cerca de dois anos, ela disse-me que começou a namorar com um turco decente, também médico como ela,  Assim que tiver o título de mulher casada, vai deixar Istambul e emigrar para a Alemanha. E como isso me deixa feliz! O meu coração palpita sempre que vejo as tragédias que estão a ocorrer na Turquia. Tudo me faz pensar que ela está metida algures naquela confusão. E ainda bem que as redes sociais existem para trocarmos umas mensagens...


Sinto que poderei estar mais próxima dela assim que ela for trabalhar para a Alemanha. Ela jura a pés juntos que nunca virá visitar-me a Portugal porque considera nojento o facto de comer arroz de sangue ou tripas de porco e que tem a certeza que a obrigaria a provar tais iguarias. Que silly sister eu tenho...! Ela não sabe que vai perder a melhor gastronomia do mundo...

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