domingo, 29 de maio de 2016

Ainda sobre casamentos

Na semana passada, fiz as malas, rumei ao Norte para o casório de mais um primo.

A vontade era pouca, muito pouca mesmo, mas a minha mãe tem uma capacidade incrível para me convencer a ir mesmo ao casamento. 


As expectativas eram muiiiiito altas. Afinal estávamos a falar de um familiar que aparentemente está bem na vidinha e de uma noiva, filha única, que parece que também não se safa mal.

Talvez tenha ido ao casamento mais numa de tirar ideias para o meu futuro casamento. Família que se preze, gosta de fazer a coisa mais e melhor, assim numa de comparação.

E pronto: foi das festas com menos sal que tive que gramar. O espaço do copo-de-água, que deve ter custado uma fortuna, admito, era simples e nada por aí além.... assim nada de uauuuu.
A comidinha, muito fraquinha mesmo. Sou pessoa de bom garfo, adoro bacalhau e foi talvez o pior bacalhau que alguma vez provei. Sobremesas, a minha parte favorita, muito poucas! Poucas pessoas viram espetadas de polvo nos acepipes. Mas eu e muitas pessoas não chegamos a vê-las. 

A cerimónia decorreu numa simpática igreja, muito simples, nada de extraordinário, o coro estava OK... mas foi uma cerimónia que não me fez puxar à lágrima. Tudo muito frio!

Quanto às indumentárias, julguei que haveria mais riqueza nos trapinhos. Havia altas expectativas nas roupinhas de muitos convidados, gente que se considera a nata da indústria minhota. Uma tia minha jurou que gastou 400 euros na toilette, preço que até acredito que ela tenha gasto, mas que o vestidinho e aquele penteadinho á anos 80, lhe faziam parecer 30 anos mais velha. Aliás, quando a vi, ia jurar que era a mãe dela!  Tudo muito nhéeeeeee.

Eu e mi mammy não quisemos gastar dinheiro na indumentária. Optamos por reciclar vestidos do armário e penso que fizemos muito furor. Cometi o deslize de levar um vestido preto do meu baile de finalistas do meu primeiro curso de 2008, que pelos vistos é considerado inapropriado pela cor. Mas como respeito a máxima de que "com um vestido preto, nunca me comprometo" e com o "less is more" e com o "se uma mulher se veste mal, repara-se no vestido, se uma mulher se veste bem, repara-se na mulher", arrisquei com echarpe de cor alegre, sandálias prateadas e um penteado inspirado n'O grande Gatsby . Muitas outras pessoas estavam de preto de pés a cabeça. Isso sim, considero inapropriado, se não forem góticas. 

A minha tia, mãe do noivo, insistia que deveríamos ir bonitas mas nada de extraordinário. Segundo ela, nestas festas, só se repara na noiva, nas mães da noiva e nos padrinhos. Ora, eu a mãe do noivo e a madrinha do noivo já conhecia. O Hugo Boss do noivo, fui uma das pessoas que o ajudou a escolher numa coisa a "Say Yes to the Suit". A noiva só lhe tinha visto a tromba uma vez. A madrinha da noiva, só a vi de costas e apenas na igreja. A mãe da noiva, vi de costas, vi como aquele vestido estava-lhe MESMO apertado e no copo de água, vi-lhe boa parte do rabo e das coxas, porque notoriamente o forro do vestido transparente rasgou-se...

Ou seja, o medo de parecer mal numa festa destas, foi completamente destronado pela pobre apresentação dos convidados e pelo rabo da mãe da noiva. Mentalmente fui fazendo uma lista de quais eu ia ou não convidar. E mentalmente fui pensando noutros espaços. Porque o meu casamento será bem melhor! :)




Portanto, vamos esquecer o mote de que o casamento é uma festa para celebrar a união entre duas pessoas... A festa de casamento é a melhor festa para desfile de moda, para comer bem, dançar bem e apontar defeitos!!!! Ah sim... e Viva os Noivos, claro!

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