terça-feira, 15 de março de 2016

Dos autocarros da Carris

Gostaria de perceber aquelas pessoas que no autocarro, optam por se sentar no banco, não ao lado da janela, mas no outro banco, e fazem cara de frete quando dizemos que queremos sentar ao lado delas e elas a todo o custo lá se levantam para nos deixar passar...



Alima

segunda-feira, 7 de março de 2016

Vícios para Primavera/Verão...

Esta marca

Nada de sabrinas... só com salto!


Em duas semanas adicionei à colecção quatro pares diferentes... 

terça-feira, 1 de março de 2016

Carta à pessoa que socorreu a minha mãe mas depois arrependeu-se

Na segunda-feira de Carnaval, a minha mãe resolveu fazer uma visitinha às urgências do hospital, porque resolveu escorregar num Centro Comercial lá da cidade. Após a queda, foi socorrida por uma das lojistas do espaço comercial que chamou o INEM, etc etc etc...

A minha mãe partiu o braço direito. Está de baixa em casa, com humor ainda mais insuportável que o costume. Está dependente de terceiros para certas actividades tipo vestir, higiene, comer etc etc etc. Este triste episódio afectou as minhas férias, as férias da minha mãe e toda a dinâmica familiar... O tempo de recuperação é incerto, vai no bom caminho mas ainda o caminho é longo. 

Tivemos que fazer uma participação ao seguro do centro comercial. Necessitávamos de testemunhas para o formulário. A primeira pessoa que contactei foi a lojista. Resposta dela:

- Menina, peço desculpa mas eu não quero servir de testemunha. Sabe como é, eu não gosto de tribunais nem dessas coisas. Olhe, eu fiz mais que a minha obrigação até! Eu até gastei saldo do meu telemóvel para contactar o INEM





"Minha cara senhora, socorrer alguém não é uma obrigação, mas sim um DEVER CÍVICO. Naquele dia foi a minha mãe, amanhã pode ser a senhora ou algum seu familiar. 

A sua resposta fez-me lembrar aquele triste episódio que aconteceu na Grécia no Verão em que ninguém socorreu uma vítima de um enfarte de miocárdio só para não sair da fila da caixa de multibanco. O homem acabou por falecer, ali, sem qualquer ajuda. As pessoas estão cada vez mais mesquinhas, mais individualistas, e depois queixam-se que ninguém quer ajudar ninguém. 
O seu nome e o seu contacto no bendito formulário era uma simples e mera formalidade. Não era necessário mas aconselhado. Imagine se eu precisava mesmo mesmo mesmo dos seus dados? Felizmente outros lojistas presenciaram e deram-me os dados que necessitava. Afinal ainda há gente prestável neste mundo...
Podia estar a chamar-lhe todos os nomes possíveis e imaginários pela sua atitude, mas não o faço. Fui educada por aquela senhora que você socorreu, que deu para ver que não era uma simploriazinha qualquer. Eu educadamente agradeci pela sua resposta, esboçando um sorrisinho. Claro que esse sorrisinho que esbocei foi de educação, porque cá dentro estava-lhe a mandar para o c****lho.  Não lhe desejo mal algum, nem a si, nem aos seus. O centro comercial onde tem a sua lojita de malas de fraca qualidade e afins é um centro comercial deserto, escuro e assombrado, conta-se pelos dedos o número de pessoas que lá entram diariamente, e como a minha mãe disse, se não estivesse a chover, não teria entrado nele e nem teria caído. Nem mais: uma parte da boa gente da cidade, entra no centro comercial em questão para fugir à chuva, servindo de atalho para outra rua! Portanto, deduzo que o saldo que gastou para ligar para o INEM e a bateria do seu telemóvel seja realmente muito importante para a sua economia, porque aposto que o lucro deve ser muito pouquinho. 

Patética a sua resposta. Muito patética.


Atenciosamente,
a filha de uma vítima de uma queda aparatosa num centro comercial "

Alguém pode avisar esta criatura que o 112 é um número gratuito?