sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dos animais de estimação...

Há muitos anos atrás, era eu uma adolescente, uma amiga da escola convidou-me para jantar em sua casa. Estávamos todos à mesa (eu, ela, a irmã dela e os pais), quando o seu cãozinho de estimação sem mais nem menos salta para o colo de alguém e do colo de alguém salta para cima da mesa.
Ninguém tirou o animal de cima da mesa. As pessoas comiam, o cãozinho aproximava-se do prato delas, farejava, tentava comer qualquer coisinha e tal.

Fiquei tão chocada e tão enojada que optei por não comer nada depois daquele espectáculo. A mãe da minha amiga perguntou-me porque não queria comer mais e educadamente disse-lhe que o que tinha comido anteriormente era suficiente.

- Oh Alima, é o cão que te está arreliar só porque está em cima da mesa?- perguntou-me a mãe da minha amiga
- Não, nada disso.

menti.

- O cãozinho é limpinho, não faz mal nenhum.- disse-me a mãe da minha amiga.

Passado um bocado, estávamos na sala de estar e o bicho estava perto das minhas pernas a lamber os seus genitais, limpinho que só ele. E depois, salta para o sofá, onde as minhas amigas enchia-o de beijinho na boca...

QUE NOJO!

Eu tenho cães desde os meus 14 anos. Sempre foram educados para dormir fora de casa, na casotinha deles. Com sorte, em dias de frio, dormem na cozinha, num tapete/cama improvisado, junto à lareira. Muitas vezes dão-se ao luxo se saltar para o sofá, sendo depois repreendidos pela minha mãe.
Um dos meus cães, o Nico, conseguiu uma vez subir até ao andar dos quartos e resolveu saltar para a cama, onde tentou fazer ninho. Quando foi apanhado em flagrante, o bicho virou-se de patinhas para o ar a pedir clemência, pois sabia que tinha feito asneira. A minha mãe, depois de um castigo ao bichinho, teve o castigo de lavar a roupa da cama.

Nunca roeram sapatos. De vez em quando roíam o rolo de papel higiénico do WC. Nunca destruíram qualquer peça de roupa, com a excepção de meias. Os meus cães são destruidores maciços de meias. E caçadores de pássaros e de toupeiras.
Não são os melhores cães do mundo, mas para mim são perfeitos.

E não é porque não dormem comigo, que não permita que saltem para a mesa onde estou a comer ou porque não lhes dou beijos no focinho que goste menos deles que as minhas amigas e o rafeiro delas.   

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