quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Das maravilhas do OLX

... comprar a preço de um Happy Meal dois CD's do Chico Buarque e um CD duplo do Frank Sinatra.

Segurem-se carros da estrada, porque vão ouvir Chico Buarque e Frank Sinatra quer queiram, quer não.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Dos animais de estimação...

Há muitos anos atrás, era eu uma adolescente, uma amiga da escola convidou-me para jantar em sua casa. Estávamos todos à mesa (eu, ela, a irmã dela e os pais), quando o seu cãozinho de estimação sem mais nem menos salta para o colo de alguém e do colo de alguém salta para cima da mesa.
Ninguém tirou o animal de cima da mesa. As pessoas comiam, o cãozinho aproximava-se do prato delas, farejava, tentava comer qualquer coisinha e tal.

Fiquei tão chocada e tão enojada que optei por não comer nada depois daquele espectáculo. A mãe da minha amiga perguntou-me porque não queria comer mais e educadamente disse-lhe que o que tinha comido anteriormente era suficiente.

- Oh Alima, é o cão que te está arreliar só porque está em cima da mesa?- perguntou-me a mãe da minha amiga
- Não, nada disso.

menti.

- O cãozinho é limpinho, não faz mal nenhum.- disse-me a mãe da minha amiga.

Passado um bocado, estávamos na sala de estar e o bicho estava perto das minhas pernas a lamber os seus genitais, limpinho que só ele. E depois, salta para o sofá, onde as minhas amigas enchia-o de beijinho na boca...

QUE NOJO!

Eu tenho cães desde os meus 14 anos. Sempre foram educados para dormir fora de casa, na casotinha deles. Com sorte, em dias de frio, dormem na cozinha, num tapete/cama improvisado, junto à lareira. Muitas vezes dão-se ao luxo se saltar para o sofá, sendo depois repreendidos pela minha mãe.
Um dos meus cães, o Nico, conseguiu uma vez subir até ao andar dos quartos e resolveu saltar para a cama, onde tentou fazer ninho. Quando foi apanhado em flagrante, o bicho virou-se de patinhas para o ar a pedir clemência, pois sabia que tinha feito asneira. A minha mãe, depois de um castigo ao bichinho, teve o castigo de lavar a roupa da cama.

Nunca roeram sapatos. De vez em quando roíam o rolo de papel higiénico do WC. Nunca destruíram qualquer peça de roupa, com a excepção de meias. Os meus cães são destruidores maciços de meias. E caçadores de pássaros e de toupeiras.
Não são os melhores cães do mundo, mas para mim são perfeitos.

E não é porque não dormem comigo, que não permita que saltem para a mesa onde estou a comer ou porque não lhes dou beijos no focinho que goste menos deles que as minhas amigas e o rafeiro delas.   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Das telenovelas...

Na semana passada terminou uma das minhas telenovelas favoritas que estava a passar num canal brasileiro, daqueles pagos.

Segui-a atentamente pelo youtube, porque alguma boa alma brazuca a postava para aqueles que não tinham acesso a esse canal. Talvez deva ser a única portuguesa a seguir os episódios no youtube.

Vi-a em pequena, porque passava na RTP1 em 1994, voltei a ver no extinto canal GNT em 2001 sensivelmente e acompanhei pelo youtube em 2015/2016.

Assisti maravilhada com as actuações de actores falecidos, embora sempre recordados com carinho como José Wiker, de actores que estão vivinhos da Silva e que são verdadeiros camaleões da dramatologia brasileira como Susana Vieira ou o grande Lima Duarte

Sinto um vazio enorme. Uma espécie de desejo de que deveria ter tido uma continuação. Afinal de contas de ano para ano a qualidade das telenovelas tem diminuído bastante e fica sempre uma nostalgia de uma boa história.


Venha a próxima telenovela antiga!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Porque é que as empresas portuguesas muitas vezes não tocam para a frente...

Na semana passada comprei um relógio Eletta Vilamoura completamente novo, juntamente com as suas cinco braceletes totalmente novas, a preço de um relógio dos mais foleiros da Swatch. Tal façanha deveu-se ao OLX, site que pesquiso diariamente e que até à data não me deixou ficar mal. 

Uma vez que o relógio não tinha pilha e uma vez que as braceletes estavam das dimensões de um pulso de um gigante, fui a um relojoeiro para saber orçamento para colocação de pilha + apertar as cinco braceletes (sim, eu sou pessoa de pedir orçamentos em tudo o que faço!). 

Fui então a um relojoeiro, na zona da Baixa, cujo tipo de loja, daquelas antigas e com tudo em madeira, parecia que nunca viu uma segunda demão de tinta em... 100 anos talvez...

Pedi então um orçamento. Expliquei que o tinha comprado em segunda mão, logo não tinha como recorrer à relojoaria onde foi comprado.  O homem avaliou o relógio, deu-me os parabéns por ter feito grande negócio, já que comprar relógios em segunda mão é coisa arriscada e dá-me um orçamento de 25 euros para apertar quatro braceletes (uma ele apertava de graça) + mudança de pilha. Imediatamente recusei tal preço, uma vez que eu dei pouco mais por isso pelo relógio e que iria saber orçamentos noutros sítios. 

Ao sair do metro, ao passar naquelas típicas lojinhas onde vendem de tudo, entrei numa das lojas em que vendia relógios achinesados entre outras coisas achinesadas e perguntei o preço da mudança de pilha e para apertar as braceletes. O senhor que estava ao balcão, pelo mesmo trabalho do relojoeiro dá-me o orçamento de 5 euros. E pronto, negócio fechado. Nem procurei terceiro orçamento.
Enquanto ele apertava as braceletes e punha o relógio, ele lá me disse que era do Sri Lanka, que sentia saudades da família no Sri Lanka, que vive em Portugal há dois anos e que agradece ao governo a oportunidade de viver cá, disse-me que é o país da Europa onde é mais fácil conseguir os papeis para viver e trabalhar cá e pronto... poderia ter dado oportunidade de um relojoeiro português com a sua loja na Baixa e com uma história na relojoaria portuguesa de tocar no meu lindo e precioso relógio e acabei por dar a ganhar a um Cingalês* com loja no metro.  É a vida...


*Habitante do Sri Lanka: cingalês, cingalá, chingalá, ceilonense, singalês, singala, singalense, singalibense (Wikipédia) 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sei que há bons lisboetas nesta Lisboa

Quando uma velhota entra numa pastelaria na zona do Rato, pede ao empregado para se sentar um bocadinho numa cadeira porque estava cansada, o empregado além de a deixar sentar-se num sofá junto à vitrine, traz-lhe um copo de água e o telefone fixo para que ela fizesse uma chamada para não sei quem. Depois disso, a velhota depois de um agradecimento, lá foi à sua vida. 

Um bem haja ao rapaz da pastelaria, cujo nome não vou dizer porque o patrão pode não achar grande piada a tanta bondade, mas cuja prestação e carinho do seu funcionário merecia umas 5 estrelas no tripadvisor . Um grande bem haja.