terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Conversas pós-Natal

Primo (já afastado e provinciano de primeira): - Toma Alima, aqui tens o convite para o meu casamento. Mas olha que quero que vás bem acompanhada à boda... assim com um colega de curso ou um médico mesmo! É para mostrar que no meu casamento vai gente muito importante, sabes? Mais importante que o não-sei-quem que resolveu meter nas mesas do copo de água, o nome dos convidados e o seu respectivo título académico eheheehehe
Percebeste, Alima? Nada de te armares em solteira!



Eu: - ... Tenho de ver isso ..!


Adivinha, primo, quem não vai meter os pés na tua boda?

sábado, 26 de dezembro de 2015

Merdas que os meus familiares dizem na noite da Consoada

- Só chego aí por volta das 20h. Começai a limpar a casa, a pôr a mesa, metam a comida ao lume que depois eu chego para vos ajudar
                              (Frase proferida pela tia sempre a mesma merda todos os anos que chega às 21h)

- As batatas? AI AS BATATAS!!!! Ai que batatas tão insossas! E eu que gosto tanto de comer batatas neste dia!!!!
                         (Frase proferida pela outra tia sempre a mesma ladainha todos os anos que chega à hora do jantar)

- As couves? Ai as couves??? Ai que couves tão duras! Ninguém cozeu umas couvitas galegas? Ai que gosto tanto de couve galega e só há tronchuda...
                                             (Frase proferida pela mesma tia, que por acaso trouxe tronchudas, apesar de gostar de couve galega)

- Ai... eu agora não posso estar aqui a vergar a mola, mais que as outras. Afinal sou mãe de duas futuras engenheiras!
                                            (Frase proferida por uma tia cujas filhas entraram em engenharia com média de 12, uma das quais está há oito ano no Ensino Superior)

- O meu Mercedes é mais velho que o teu, mas de certeza que vale muito muito mais que o teu!
                                        (Frase proferida por tio que é o mais inteligente e mais esperto que o resto da família... um sábio do caraças!)

- Os negócios não estão maus... estão MUITO MAUS! Qualquer dia, fecho a empresa e ....
                            (Frase proferida pelo tio que tem uma valente casa e dois valentes carrões e tudo graças à reforma de professora da esposa)

- Acredita Alima, os meus ensinamentos de Yoga são baseados na cura... Eu pego nas minhas espadas orientais, passo por cima de um doente e consigo CURÁ-LO!
                         (frase proferida pela tia louca que agora virou budista e vegetariana, professora de Yoga e que está a fazer competição com os médicos)


- Eu não entendo, Alima, como é que tu resolveste voltar à faculdade... Tipo eu tirei o meu curso e não quero tirar mais nenhum. Quero viajar por todo o mundo, conhecer países, nem que para isso tenha que dormir no chão e andar de mochila às costas...
                          (frase proferida pela hippie da minha prima, com 36 anos, filha da tia louca budista que, sim, tem viajado muito, mas e depois...?)

- Ahahaahaha... quem era aquele que estava agarrado a ti, a comer bananas e de copo na mão?
                           (pergunta feita pelo primo boémio que chega ao jantar da consoada com meia camisa desabotoada)




sábado, 19 de dezembro de 2015

Coisas que fazem chorar mais do que picar cebolas...

... Enfiar quase meia bisnaga de Vibrocil Gel pelo nariz adentro, por recomendação do professor de ORL tal o estado da minha sinusite...


Desespero... muito desespero...

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Porque do azar também se faz a sorte

Na escolha de um tema de trabalho para a faculdade, foram sorteados os nomes das pessoas de acordo com um número... E em 178 números eu fui a número 178.


E pronto: pânico aqui para o meu lado. Pânico porque os temas da disciplina são tudo menos fáceis, pânico porque havia 190 temas em que eu seria a última a escolher, pânico porque percebo pouco de elaboração de trabalhos escritos...

Começo a ver temas que eu gostava de escolher a serem escolhidos, vejo temas que não queria nem forçada, tipo aspectos fisiológicos e anatómicos, epidemiologia, a serem escolhidos e quando é a minha vez de escolher o tema, por magia, selecciono provavelmente o tema mais fácil de desenvolver: Causas de surdez. E quando o selecciono, esbocei um sorriso de Xeq-Mat, e consegui ouvir alguns sussuros dos colegas a dizer: "Mas como que raio eu não vi este tema???"


Ainda estou para perceber esta cegueira instantânea de 177 pessoas. Juro. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sei que tenho uma família da treta

No dia em que a minha avó fez 95 anos, ninguém, mas ninguém se prontificou a tirar a velhota do lar, para lhe proporcionar um dia diferente... tipo... leva-la a visitar a casa onde sempre viveu...(Isto no mês de Agosto, altura em que os dias são grandes e agradáveis).

 No dia do aniversário da minha avó, eu e a minha irmã estávamos noutra ponta da Europa, o que impossibilitou a minha mãe de agir. A minha avó está de cadeira de rodas, e não é fácil uma pessoa sozinha carrega-la escadas acima.


Mas como ninguém, mas ninguém quer passar o Natal em sua casa e arcar com toda a dinâmica desta época festiva, e ninguém quer gramar com os demais irmãos e cunhados, sobrinhos e a minha avó dentro das suas casas (porque ela está muito debilitada e chatinha, vá), todos querem festejar o Natal na casa da minha avó, tirando-a do quentinho do lar, obrigando-a a percorrer 40km num dia que será curto e muito provavelmente frio,  mesmo sabendo que a casa tem demasiadas correntes de ar, demasiadas escadas e demasiado desconforto, visto que é uma casa desabitada há alguns anitos. E até à data ninguém se prontificou a levá-la até casa nesse dia (portanto, quase de certeza que vai sobrar para mim, o que até não me importo, mas também ainda não sei como vou transportar uma  nonagenária que enjoa forte e feio no carro pelas estradas do Gerês e como vou subir os degraus da casa dela com essa mesma nonagenária que está numa cadeira de rodas).

A minha mãe, por telefone já começou a reportar-me a azafama ainda a duas semanas do Natal. Já me falou no bacalhau, na massa da aletria e já me pediu que levasse pão alentejano para não sei o quê. Já a avisei que ela tem o direito e o dever de fazer tanto como os outros (ou seja, fazer quase nada ou nada), mas ela ainda não entendeu ainda que o meu objectivo principal (e o da minha irmã também) é ficarmos até bem tarde encostadas algures na Rua do Souto a beber moscatel e a comer banana e a celebrar o Natal com aqueles de quem gostamos porque fizeram algo para merecer e não porque são nossa família: os nossos amigos.


Alima

PS. Não estou a ser implicativa. Já há muitos anos que detesto esta quadra festiva.  Estou a sofrer já por antecipação, porque afinal desde que me lembro das noites de consoada é sempre muda o disco e toca o mesmo...








sábado, 5 de dezembro de 2015

Sei que tenho uma mãe com um sentido de humor do caraças...

... quando me oferece no meu 29º aniversário, para me fazer recordar que estou a ficar velha, não um, mas dois livros da "Caderneta de Cromos" by Nuno Markl.




High five mum!