quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A ti, cara pessoa, que agora me é estranha...

Juro que não faço de propósito para que nos cruzemos de manhã e à noite nos mesmos sítios.

Acredita que até me divirto quando nos cruzamos. Ao contrário de ti, que mesmo à descarada dizes ao ouvido dela, um vamos embora, eu divirto-me imenso e suspiro de alívio do que me safei. Fico contente por me teres visto num grupo de amigos que não fazes a mínima ideia que são. Fico contente em nos teres apanhado no meio de gargalhadas, quando o F. contava uma história hilariante sobre o seu emprego. Sim, ainda sei rir. Sem dramas, nem reacções estúpidas.


...e acredita que quando entrei no carro, olhei-me ao espelho e pensei: "Sou demasiado para ti. Demasiado. Tantos anos se passaram e continuas o mesmo merdas".

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