quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Dia 1 em Lisboa (a continuação)

Alima desespera com a porta e com a chave. Liga para a senhoria a pedir ajuda.
A vizinha debaixo vem em auxílio da Alima. Tratava-se de uma sexagenária de bata, tipo porteira.

Educadamente, explica-se à vizinha o que se passava. A vizinha mexerica na fechadura e por magia descobre a p**a da chave pode ser ampliada. E num simples movimento a porta abre-se.


A vizinha em tom desconfiado avisa a nova moradora do prédio para não fazer barulho. Alima assegura que não é de fazer barulho porque está sempre descalça em casa.

A vizinha diz:
- Fique sabendo que não gosto das meninas que vivem consigo. Fazem muito barulho. E são mal educadas.

Alima diz:
- Não as conheço ainda.

A vizinha continua, arregalando os olhos:
- E no apartamento de cima vive um médico com uma U-CRA-NI-ANA! Ele também é um mal encarado. Encontrei-o no outro dia nas consultas no Santa Maria, pedi-lhe um favorzinho para ver se me aviava umas coisinhas, assim mais depressa, e ele disse que tinha de esperar pelos outros. Já viu? Somos vizinhos!!! Não lhe custava nada, está a perceber? Já agora, a menina vai estudar para quê?

- Filosofia. Sou estudante de Filosofia- respondo-lhe sem pestanejar.

1 impressões:

Marta Moura disse...

Há alguns anos fui à minha 1.ª e única vindima. Gostei tanto! :)

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