sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sobre a sabedoria popular

Não há Verão em que não passe uns dias de praia na Póvoa de Varzim.
Umas das coisas que sempre me vem à cabeça sobre a Rua da Junqueira, uma das artérias principais da Póvoa, é aquele cheiro maravilhoso a Gofres ou Wafles ou lá o que é. É aquele tipo de cheiro que nos deixa esfomeados e aptos para comer qualquer coisa doce. Mas devido ao preço e à multidão que açambarca por lá, nunca me dignei de lá comprar um Gofre naquela casa. Bem... se calhar nem era pelo preço... era mais pelo facto de que nunca levo dinheiro para a praia, e se levo é para beber um café e pouco mais.


Até um dia, já nem era criança, nem adolescente, fui dar uma volta à noite com my sister para fazer a digestão da quantidade anormal de peixe que se come na minha estadia na Póvoa, tinha uns bons trocados no bolso do casaco e assim na loucura compramos um Gofre para compartilhar entre as duas. O cheiro maravilhoso da loja (ainda a antiga, que ficava numa esquina) prometia que fosse o sabor dos sabores, um quase orgasmo de farinha, açúcar, leite e essência de baunilha com um bocado de nutella em cima... E era naquela noite que deixaria de ser um prazer olfactivo e passaria a ser gustativo

Dei a primeira trinca e soube-me a algo tipo borracha dura e ressequida e ainda meia crua. Nem eu nem a irmã gostamos daquilo. Acabamos por nos lamentar por não ter comprado um gelado.

E ainda não percebemos como é que uma rua cheira tão bem a Gofres quentinhos e os Gofres serem uma valente trampa.

Moral da história: nem tudo o que parece, é.

1 impressões:

Anónimo disse...

Engraçado :)
Vim parar ao seu blog saltitando de link em link e quando li Póvoa de Varzim... pensei logo hey lá!!!estão a falar da minha terra:)
E é tão verdade o que diz, o cheiro promete maravilhas, mas o sabor desilude tantooo. Essa loja de que fala já não existe. Há uma outra, um pouco mais acima. Mesma coisa... cheiro divinal, gosto de borracha ressequida!
Conceição

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