domingo, 15 de fevereiro de 2015

Do progresso

Decorria o ano 1996, enquanto eu lanchava na cozinha, assistia atentamente a um programa na RTP2 que penso que já não existe mais. Chamava-se "Caderno Diário" e era um programa cool sobre atualidades mais vocacionado para a população jovem.

Recordo-me de um desses episódios que falava sobre as televisões de futuro. As televisões do futuro seriam mais finas que as de 1996 em que a interatividade era o prato forte e estavam a ser inventadas em países asiáticos.
Recordo-me que garantiam que no futuro, podia-se gravar programas na tv sem necessitar das VHS. E que se poderia suprimir a publicidade enquanto via-se o nosso programa favorito. Que até poderíamos gravar o nosso programa favorito ainda antes de ele ter dado na tv. Que se poderia saber as características desse programa, isto é um breve resumo e personagens. Que se poderia começar a ver tv através de uma coisa chamada internet, bastava ter um computador em casa.

A coisa que mais me deixou entusiasmada foi o facto de podermos fazer compras através da tv. Que haveria aplicações na tv em que poderíamos comprar uma pizza ou até ter acesso ao videoclube, bastava ter cartão de crédito e efectuar a compra.


À noite recordo-me de ter falado com entusiasmo de tal inovação com os meus pais. O meu pai disse que era uma coisa demasiado futurista. Encomendar uma pizza pela tv, onde já se viu?

Dez anos mais tarde as televisões do futuro passaram a fazer parte do presente de alguns. Dez anos depois as televisões do futuro fazem parte da vida de grande parte dos portugueses.



0 impressões:

Enviar um comentário