quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je suis Charlie

Quando à hora do almoço liguei a TV e vi a notícia do massacre, o meu pensamento foi: "O Mundo está perdido".

Há uma linha ténue entre a liberdade de expressão e o humor às vezes um bocado parvo a puxar para a ofensa. Não concordo de todo com certas caricaturas do jornal por as achar um tanto desnecessárias, mas considero este ataque como desumano, mesquinho, miserável, desprezível, covarde, não só contra pessoas mas também contra o espírito de liberdade que elas personificavam e, apesar de muitas terem sido assassinadas, ainda personificam.

Nunca esquecer que há vários séculos, a sátira fora criada não só para ridicularizar, mas também (e principalmente) para advertir, ensinar, mostrar de forma lúdica os erros cometidos pela sociedade, pela política, pelo Mundo em geral. Boas obras como de Platão, de Shakespeare, de Moliere ou até do nosso Gil Vicente permanecem atuais até.


Je suis Charlie em Portugal, porque a geração dos meus pais e dos meus avós lutou contra as trevas da ditadura de Salazar.

Je suis Charlie quando eu e a minha geração grita verdades e luta por elas para que não voltemos de novo às trevas. 
 
Je suis Charlie porque tenho a sorte de ter acesso a informações de todo o Mundo e sou abençoada pela sorte de poder fazer críticas e mostrá-las a todos.


2 impressões:

S* disse...

Dói tanto... muito cruel.

Luna disse...

Muito triste o que aconteceu...

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