terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Confissões de uma ex-adolescente

Nos meus tempos de adolescência, quatro coisas me moviam: cinema, revistas, música e estudos. É que nem gajos mesmo.
Estudos: História ou a Geografia. Eram as minhas disciplinas favoritas. Se não houvesse desemprego em ambas as áreas, teria fortemente apostado nelas. Sou menina para ler mais facilmente um livro sobre História do que sobre Medicina.

Na música, eu era apanhadinha por uma boysband de nome BackStreetBoys. Todas as meninas que nasceram nos 80 já ouviram falar destes tipos. Comprei alguns cd's deles e confesso que coraria de vergonha se eu pusesse a tocar algum deles quase 15 anos depois. Depois havia a Madonna, a Britney Spears, a Daniella Mercury, as Spice Girls, a Cher (cd Believe está 5*), o Ricky Martin, o Enrique Iglésias, os Westlife. Depois havia aquelas bandas de pop-rock dos anos 60-70-80 cujos meus pais não se importavam também de ouvir no carro. Fui uma adolescente que tocava Chopin e Mozart no Piano, mas também tentava ser uma adolescente cool.

Cinema: Di Caprio é o nome que me vem à cabeça num estalar de dedos. O sujeito foi a minha maior paixão platónica...
Absorvia todos os filmes e todos os artigos que encontrava nas revistas (qual Internet, que era isso mesmo?)
Quinze anos mais tarde, o sujeito já não está tão bonito, mas tornou-se um actor versátil, uma espécie de futuro substituto de Jack Nicholson. E já não suspiro pela beleza... suspiro pelas interpretações do homem.
Depois tinha aqueles actores e actrizes como Tom Hanks, o Ben Aflleck, a Claire Danes, a Meg Ryan...

Revistas: eram duas quinzenais, semana uma, semana outra: SuperPop e Bravo.
Feitas as contas, em dois anos que durou mais ou menos a minha fase de adolescente parva, gastei rios de dinheiro nessas revistas. 300 escudos cada uma...1200 escudos por mês...

 A minha mãe constantemente se queixava que eram revistas caras e sem conteúdo, mas continuou a queixar-se quando comecei a investir na Super Interessante ou na National Geografic, porque segundo ela eram demasiado caras e enfadonhas. 

Mas o que eu gostava mesmo nas duas revistas de adolescente parva, além dos brindes estúpidos, eram os posteres que tinha lá no meio. E se fossem gigantes, melhor. E consegui forrar todo o meu guarda-fatos com posteres do DiCaprio, da Britney Spears, dos BackStreet Boys e das Spice Girls. Numa gaveta do armário, estavam em capa de elásticos, dezenas de revistas SuperPop e Bravo, assim como centenas de posteres dobrados cuidadosamente.

E tanto os posteres afixados dentro do armário, bem como as revistas e  posteres arquivados perduraram quinze anos no meu quarto até esta semana...

Necessitava de fazer umas arrumações ao guarda-fatos até que reparei que o Leo do Titanic, ainda olhava para mim como quando eu era adolescente. 

Lembrei-me então que numa gaveta tinha aquele material todo, cujas páginas folheadas por mim, assim que tirei as revistas da gaveta, deram-me uma certa nostalgia. Não daquela de Oh, Spice Girls, que giro!, mas mais uma de Fui feliz a ler estas merdas mas c'os diabos... como fui queimar tanto dinheirinho


 Mas já não sou mais a adolescente Alima e confesso que sou uma Alima adulta envergonhada pelos gostos de há quinze anos.  Mandei tudo para lareira: revistas e posteres. Menos este poster do Di Caprio, claro :) 

E apesar de no auge da minha paixão platónica, ter rezado para que um dia eu o pudesse ver ao vivo, os deuses  foram generosos comigo uns anos depois: tive a oportunidade de me cruzar com ele em Praga, na reabertura de um bar muito in há três anos em que ele foi extremamente simpático com os presentes.  Algo a contar aos netos.





Yep... eu tinha esta revista, se bem que encontrei esta foto pela net... E 15 anos depois o DiCaprio ainda não conheceu o verdadeiro amor, o Ricky Martin descobriu que é bichona, os Milénio devem andar por aí a fazer massa e a assentar tijolos...  e Backstreet Boys... por onde andam mesmo?

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