sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Das ofertas

Se há coisa que não me importo de fazer é oferecer aos meus amigos o que vou tendo a mais. Por exemplo, todos os anos é sistemático que dê um saco de castanhas a algumas pessoas, uma vez que durante o Outono a minha mãe gosta de ir para os soutos apanhar castanhas e no Natal, sempre que vou à aldeia do meu pai, há sempre alguém que nos ofereça generosos kilos de castanhas para retribuir o facto de estarem a utilizar os nossos pastos e os nossos campos. E estas castanhas são para mim as melhores porque são enormes e demoram muito mais a apodrecer.

Muitas dessas pessoas me retribuem de volta com alguma prendinha simbólica assim que sabem que lhes vou dar castanhas ou outra coisa. Pronto... uma espécie de troca em que todos ficamos a ganhar.

Mas se há coisa que me irrita um bocado são aquelas pessoas que damos durante anos e elas nem sequer agradecem. E irrita-me mais quando ainda mandam bocas a mostrar que estão à espera de mais um saco de castanhas por exemplo.


Este ano fiz um pacto com a minha mãe: oferecer a quem nos oferece. Parece uma troca mais que justa. As castanhas que não dermos e que não comermos que apodreçam!

Hoje estava eu a tirar as compras do carro e aproximou-se uma vizinha que todos anos a minha mãe lhe oferecia fruta e que nunca se dignou de retribuir com o quer que fosse.

- Ai Alima, venho agora do supermercado, queria comprar umas castanhitas para por a assar na lareira mas estão tãaaao caras...!

- Pois estão Sra. M.! Venho do mesmo supermercado e reparei isso... Ainda bem que tenho imensas castanhas cá em casa que fomos apanhando ou que nos deram, senão ir-me-ia embora este ano sem provar uma. Olhe, são tantas que já estão a apodrecer o que é uma pena- digo-lhe dissimuladamente.

A mulher como viu que este ano não recebia nada deu meia volta...pronto.


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