quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Agosto 2014- Festa de S.Bartolomeu (Ponte da Barca)

Eu e mais uns amigos íamos numa carrinha de 12 lugares rumo à romaria.
Diz a M.:
- Vamos estacionar a carrinha na casa de uns amigos dos meus pais porque eles têm a casa mesmo no centro logo não vamos ter chatices de arranjar spot para estacionar. Eles são uns porreiros. Os filhos deles também: o mais novo acabou agora medicina e a mais velha está a tirar medicina para a Rep Checa ou Letónia ou coisa do género... mas atenção: não se devem rir da forma como ela fala! Estão a-v-i-s-a-d-o-s!

Claro que ficamos com a pulga atrás da orelha para saber de que falava a M.

Chegados à casa dos amigos dos pais da M., fomos muito bem recebidos por dois dedos de conversa, um caldinho verde e um grelhadito de simpatia, coisa que aceitamos por educação e não porque estávamos com fome. Fomos apresentados aos filhos do casal. E sim a filha deles tinham uma forma de falar estranha. Basicamente o que mais me deixava desconfortavel era o facto de tudo que fosse J ela dizia X e o que terminava em plural ela terminava num sibilo com X. Portanto, o João naquela noite chamava-se Xoão e carros era carrox. 

Já no calor da festa, no meio da multidão, entre finos, ginginhas e outras misturas, inconscientemente gozávamos com a rapariga forte e feio, era o Xoão, era o Vila Franca de Xira ou seja puxávamos o que de parvo tínhamos em nós.. E como ela também estava sob o calor da noite, não se apercebia de nada, digo eu.


Outubro de 2014- Porta da Faculdade aqui da parvónia

Eu e o F. estávamos sentados nos bancos e aproximam-se um rapaz e duas raparigas que cumprimentam o F. entusiasticamente. O F. apresenta-me como colegas portugueses de transferência. Surge então uma conversa animada entre nós os cinco. Uma das raparigas fala qualquer coisa cujo tema não me recorda mas cuja forma de falar era-me familiar.

Destemida afirmei:
- És nortenha como eu!

Ela respondeu:
- Sou poix... sou minhota.

De uma forma séria disse-lhe:
- Deves ser do Alto Minho... Arcos ou... Ponte da Barca!

A miúda:
- Oh! Sou de Ponte da Barca! Como adivinhastex? Que xiro!

:D :D :D :D 

Não... eu não lhe disse que era pela forma como ela falava, porque nem sotaque posso chamar... Aliás, fiquei a saber mais tarde que ela trabalhou dois anos em Vigo onde provavelmente captou aquele sotaque galego... digo eu... 

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