sábado, 11 de outubro de 2014

Da dermatologia

Dermatologia é das minhas áreas favoritas na área da Medicina. Tem o seu je ne sais quoi de importância extrema devido ao acne da juventude, das ruguinhas e liftings daqui e dali das cotas (coisinhas de gente vaidosa), para não falar dos sinais no corpo que volta e meia pregam um susto a quem os tem.

Sendo a pele (e os dentes) um dos melhores cartões de visita de qualquer ser humano e sendo a pele o maior orgão do corpo humano bem como o local em que melhor se detecta alguma irregularidade patológica,  é uma das áreas que gostaria de me dedicar num futuro próximo. 

O que é certo é que os meus professores de dermatologia são uns ases no assunto. Contudo um deles tem claramente cicatrizes antigas de acne e a outra tem a pele bem bem flácida, o que me faz pensar que mais uma vez "Em casa de ferreiro, espeto de pau".

E pronto, estávamos todos nas primeiras semanas a esfregar as mãos a pensar que iríamos descobrir a essência de mezinhas e tratamentos fantásticos a aconselhar aos amigos e familiares a leste do tema de maneira que eles pensassem que "Sim senhora... afinal ela não foi para lá apenas para passear livros".
O problema é que no serviço de dermatologia não há acnes no internamento: há dermatites e eczemas horrorosos, psoríases e tíneas com um aspecto nojento e urticárias generalizadas. E o cheiro intenso às 8h da matina na hora dos tratamentos? Muito agressivo após um pequeno almoço tomado a correr vinte minutos antes.


O serviço ocupa um piso inteiro do hospital. Tem três alas: Uma de mulheres, outra de homens e outra mista, sendo local de internamento exclusivamente para os ciganos.
Perguntei à prof., o porquê de haver uma aula só para ciganos. 
- Porque todos eles chegam cá com as mesmas doenças: piolhos, sarna, herpes zoster... e Louis...

- Louis? que doença é essa?- perguntamos quase em unissono.

- Louis é um código usado aqui... SÍFILIS! (respondeu baixinho). E agora, vou-vos mostrar alguns pacientes com Louis. 

1 impressões:

Luna disse...

É preciso ter-se estomago...
R: Bem, eu disse que o meu sonho de criança era Medicina, mas sabes, acho que foi mais aquela ilusão das séries, dee se ser médico, de se salvar pessoas e não pela parte em si da profissão, do estudo, da Biologia...Eu gosto de Biologia, mas nem tanto. E sei que o meu cérebro não está vocacionado para isso...E inconscientemente sinto essa pena, o não ser feita para isso...Não te sei explicar. Mas não deve ser normal eu sentir-me triste, frustrada, quando vejo um médico a entrar num BO...E que curso fizeste antes? Sei que há cursos que podem dar equivalencia para Medicina, através do concurso especial, foi assim que entraste?

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