domingo, 3 de agosto de 2014

O colega que virou Padre

Estudei num colégio misto, onde alguns dos alunos eram seminaristas, logo possíveis candidatos a serem futuros elementos da igreja.
Muitos deles, anos mais tarde, descobriram que a sua vocação não era essa e agora são pais de família, mas há outros que mantiveram-se fieis à sua vocação.
Um deles, o Alberto era conhecido pelos seus toques efeminados e a sua voz fininha. Recordo-me uma vez quando ele estava a ler em voz alta para a turma, um professor (não sei qual) berrou-lhe. "Oh rapaz, fala mais grosso!", ao que o A. começou a ler o texto e o som que produzia era como se fosse o som de um trombone. Risota geral.
Toda a gente dizia na brincadeira: ou vai para Padre e fica para tio ou não vai para Padre e fica para tia.

No fim de semana passado fui a um baptizado da filha de uma amiga minha. Quem era o Padre? O Alberto! Como é que dei conta? Assim que ele iniciou a celebração com aquela vozinha de pífaro.
Como é que reagi? Inevitavelmente com uma gargalhada bem sonora!

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