sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Da (in)sensibilidade masculina

Se há coisa que detesto nos seres humanos, são os seres humanos que se acham mais inteligentes e melhores que eu. Meu corpo, minha mente, meu templo, digo vezes sem conta a mim mesma.

E estes dias, quando me forçaram a um café a sós com um amigo de um amigo meu e o gajo começou com o discurso de "Olá, sou o X., não sei se o nosso amigo te disse, mas tirei o curso Y, com doutoramento nisto e pós-doutoramento naquilo, muito prazer...", eu pensei : "Vais já de vela com uma pinta, convencido...prazer o tanas!".

O que é certo é que educadamente expliquei que aceitei tomar café com o X., porque o nosso amigo em comum quase me ameaçou com um bisturi na jugular, porque o X. estava a precisar de uma menina bonita que o aturasse durante umas semanas para amizade ou algo mais. E o X. ficou convencido que eu estava numa de algo mais. Pergunta-me o que achava dele assim de repente. E como menina bem educada disse-lhe que era bonito, parecia inteligente e culto e que se enquadrava no perfil de homens que poderia apresentar à minha mãe (big mistake, descobri mais tarde... nunca elogiar convencidos). 
O homem sente a minha resistência a avanços durante o café.
À saída, queria-me roubar um beijo nos lábios, ao qual descontraidamente lhe dei um abraço para evitar tal ato e desejei-lhe boa sorte. Meu corpo, minha mente, meu templo, oh palhaço! 


Lixou-me o juízo durante um fim de semana inteiro via facebook: "Porque é que tu...? Porque é que nós não...nem que seja só uma vez para ver no que isto dá?" Ao qual, educadamente lhe disse que não estava nem aí. Pergunta-me se achava que ele era um troféu pra mim, quando li tal mensagem eu disse em voz alta "WTF???", ao qual disse-lhe que pobre de mim se o visse a ele como troféu, porque nenhum homem deve ser visto de tal forma. 
Então insistiu porque é que eu lhe disse que se enquadrava no perfil de homem para apresentar à minha mãe... eu disse-lhe que era uma verdade irrefutável, mas que não andava à caça de homem para apresentar a ninguém. "Mas é por eu ser um homem bonito?", pergunta-me. "Não... por seres um homem culto e inteligente", respondi-lhe.

Expliquei-lhe mais uma vez que não estava interessada nele, e que as suas técnicas de sedução comigo não davam certo. Expliquei-lhe que me estava a borrifar pelo facto do paizinho dele ser presidente de uma certa autarquia, nem queria conhecer a sua maravilhosa casa nessa mesma autarquia nem a quem tem em Braga.

O gajo literalmente chamou-me retardada puta insensível. E eu mandei-o brincar com os seus ratinhos de laboratório onde ele nunca deveria ter saído para ir tomar café comigo. 

Idiota...

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