sexta-feira, 23 de maio de 2014

Regras de ouro para lidar com professores FDP (uma carta a quem ainda não aprendeu nada sobre o assunto)

FDP- Filhos da p*** 

Texto inspirado num certo professor que provavelmente nem bom dia lhe terei de dar mais a partir da próxima semana. Não sou pessoa de ter odiozinhos de  estimação por professores, mas este senhor foi dos poucos que conseguiu despontar em mim esse sentimento. Acha-se o maior sabichão do mundo, o melhor médico do mundo e o melhor professor do mundo, quando é daquele tipo de professores que não é capaz de dar uma aula sem a internet ligada, é o abre site-fecha site, é o wikipédia, é o youtube... Ah e tal, os médicos das gerações mais recentes ( o homem tem cinquenta-sessenta anos) are a piece of shit. Não sabem  nada de nada., diz ele. Estúpido. 
O homem perde-se na matéria. Começa em Viana e de repente está em Faro e sem saber como passa por Madrid, Sevilha e Lisboa. Não é objectivo em nada. Chegamos a passar uma aula a falar sobre espirómetros quando o tema era pancreatites. 
O homem teve várias atitudes racistas contra colegas meus africanos e árabes.  As suas vítimas favoritas são as mocinhas de lenço que, sejamos sinceros, fazem muito turismo pela faculdade. 

E esse é o grande problema dele: não dá matéria, tem-se testes e quem chumba a tais testes é obrigado a pagar cerca de 50 euros para um novo teste, algo único naquele departamento E NAQUELE PROFESSOR, já que mais nenhum exige dinheiro para repetir o teste. 


No entanto, assim que soube que este fulano seria meu professor, resolvi relembrar os conselhos


1. A minha mãe sempre me disse e a sua mãe já lhe dizia a ela a frase de ouro "Não se caçam moscas com Vinagre". Logo a minha postura com ele é de o mais formal possível.

2. Não discutir com ele, mesmo sabendo que temos razão, especialmente em frente à turma. Neste caso, respeitar a máxima "O professor tem sempre razão, mesmo que seja uma besta".

3. Nunca lhe altear de voz. Não vale a pena entrar em confronto com idiotas. Já vi muita gente a defronta-lo e a chumbar nos ditos testes que se chumbar, paga-se, por um ponto. 

4. Se for para conversar com ele, ir directamente ao departamento depois da hora do almoço. (E levar o telemóvel com muita bateria para jogar Candy Crush porque ele vai fazer-nos esperar mais de 1h, mesmo ele não estando a fazer nada no gabinete dele).

5. Ele lecciona cadeiras opcionais? Inscreve-se nelas. E como são sempre poucos alunos, ele esta mais relaxado, prepara melhor a aula (cadeira opcional, há que cativar alunos), os alunos ficam bem dispostos, ele fica bem disposto, ele escorrega e diz a matéria que vai sair no teste da cadeira obrigatória que lecciona. 

6. Ser educada e aborda-lo de uma forma sorridente. Mesmo quando por dentro estamos a gritar "tu aí, oh besta, nem sabes o quão ansiosa para deixar de te pôr a vista em cima".

7. Mentir-lhe um bocadinho. Para esta cadeira fiz um trabalho maravilhoso, do qual me orgulho muito, ao qual ele teve uma capacidade hercúlea de mo elogiar. E quando ele me perguntou se estava disposta a fazer a tese no departamento dele, disse que infelizmente eu não podia, porque o departamento de Nefrologia me tinha convidado antes. Mentirinha minha. Eu só não queria ter ele como tutor. E tive que pedir de joelhos (ok, não foi preciso tanto...)  para que o departamento de Nefrologia me aceitasse. 

Estas e outras regras são importantes para ter em conta. Às vezes penso que se esta criatura existe é para servir de exemplo daquilo que um professor e um médico nunca deve ser. Digo eu.


Acho que ele deveria colar isto no espelho da casa-de-banho para ler e reler quando lava os dentes. Digo eu.

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