sexta-feira, 30 de maio de 2014

E fiquei esta semana a saber em primeira mão...

Que além de um trambolhão que deixou alguém todo fodido (foi nestes termos que me contaram), mi titia, única irmã que tem a mesma mãe e o mesmo pai que o meu pai, vai deixar França de vez.

Os seus quase 64 anos, com apenas 15 anos de descontos direitinhos pelas terras da Torre Eiffel (andou ilegal uma catrafada de anos, a malandra) vão lhe dar direito a uma reforma muito simpática. Com ela virá o marido também, que sim, esse está oficialmente reformado após 40 e tal anos na menage...

Agora estou para ver como vão eles sobreviver numa aldeia a quinze kilometros da vila, com vinte habitantes, meia dúzia de vacas, cabritos e galinhas quando passaram toda a vida no reboliço de Paris...

Quando perguntei à minha tia o que prentendia fazer agora que voltava a Portugal, ela disse-me: Vou plantar umas couves, uns tomatitos e ter o meu próprio galinheiro. (Então e a sciatique, oh chefa?)


E quando inquiri o meu tio do que iria fazer agora que voltava de vez a Portugal, o homem respondeu-me: Vou realizar o meu sonho: abrir um tasco, na aldeia, com direito a copos, petiscos e concertinadas (Oi, a aldeia tem vinte habitantes quase todos eles com pé na cova!?).

Bem vindos a Portugal, seus sonhadores!

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