terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Peripécias Psiquiátricas

O Joaquim (nome fictício) era um homem que estava institucionalizado num hospital psiquiátrico no Norte de Portugal desde o remoto ano de 1932. Segundo registos biográficos,tinha ele catorze anos quando entrou pela primeira vez naquele hospital. Diagnóstico: "de acordo com a madrasta, o Joaquim tem atitudes antisociais, contudo não violento. Imbecil. Oligofrénico".
Sugerida lobotomia "para alivio de sintomas"
Segundo registos das assistentes sociais, nunca recebeu visitas. Nunca.
Não tem um discurso coerente, mas lá ia respondendo quando era estimulado. Gostava de cantar.


Descobri o estudo de caso sobre este senhor no meu disco externo. Realizei este estudo de caso em 2007, num estágio. O sujeito muito provavelmente já faleceu. Se não faleceu ainda, tem 95 anos... de 1932 a 2007 foram setenta e cinco anos institucionalizado. As únicas saídas que provavelmente teve foram pequenos passeios que o hospital psiquiátrico proporcionava.
A medicação psiquiátrica a pouco e pouco foi sendo transformada em medicação para a tensão, diabetes e colesterol. E a imbecilidade foi substituída pela demência geriátrica.


Mais de 75 anos institucionalizado!!! C'um filha da mãe!



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