sábado, 18 de janeiro de 2014

Do marisco II

Tinha eu uns cinco anos, quando uma prima da minha mãe pediu para que eu fosse a menina das alianças do seu casamento. A sogra dessa prima explorava um hotel muito famoso e trés chic na zona do Gerês. E como tal, o copo de água foi servido lá.


Não me recordo de muitos pormenores do casamento. Apenas me recordo do apertado renault 5 em que eu fui com a noiva para a igreja, perdida em folhos e babados, da igreja e de um ou outro pormenor do copo de água.

Pelos vistos, a sogra da minha prima colocou uma enormeeee mesa com tudo que era crustáceo comestível. As pessoas nessa altura só estavam habituadas a camarões e pouco mais. E como não queriam dar uma de parolas, nem sequer olhavam para as lagostas, lagostins e afins. Da centena e tal de convidados que estavam no copo de água, apenas se aproximaram da mesa de mariscos:

1. O meu tio, habituado a essas iguarias dos tempos do Ultramar;
2. O meu outro tio, que aprendeu a comer lagostas nos tempos em que trabalhava num hotel na Suiça 
3. Os meus pais, habituados a Pedras Altas e a jantares fancy que volta e meia iam...
4. Provavelmente a sogra, sogro e cunhados da noiva

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