segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Os que se casam...

No intervalo entre uma aula e outra no hospital é costume eu e o D. irmos tomar café e comer uma sandes no bar do hospital. Achei-o um bocado em baixo. Perguntei-lhe o que se passava. Ele respondeu:
-Ontem, vi pelo facebook que a minha ex está noiva.

Perguntei-lhe há quanto tempo ela passou a ser a sua ex e durante quanto tempo tiveram uma relação.
Ele respondeu-me que acabaram há ano e pico e que mantiveram uma relação por três anos. E que acabaram porque 3500 km de distância e 6 semanas por ano juntos é demasiado tempo sem se poderem ver. Pus-lhe a mão no ombro em gesto de solidariedade. E lembrei-me automaticamente o porquê de não querer qualquer relação em Portugal. Dizem que que o amor ultrapassa barreiras (neste caso distância) mas eu discordo. A monotonia e as saudades induzem o stress de não podermos estar com o outro e isso resulta na minha opinião em conflito. E o conflito leva a separação.

E lembrei-me também de uma conversa que eu tive com esse meu amigo duas semanas antes, em que nos questionava-mos se quando acabássemos o curso e especialidade (isto aos 35-38 anos na melhor das hipóteses) ainda teríamos alguém que realmente valesse a pena à nossa espera. Chegamos à conclusão que será difícil.


Sempre que abro o meu facebook e observo as fotos dos meus antigos colegas de curso, consigo separa-los em três grupos: os que se casaram (alguns já tem filhos) normalmente põe fotos de barrigas de gravida, seus petizes ou fotos dos seus casamentos, os que ainda namoram e enchem-se de fotos deles abraçados ou a beijarem-se. O terceiro grupo (no qual eu me incluo orgulhosamente e que sei que está a ficar cada vez mais pequeno), resume-se àqueles que não namoram, estão solteiríssimos da silva. Esses põe fotos sozinhos, normalmente fotos de experiências de vida loucas (na minha foto de perfil eu estou numa muralha de um castelo na Roménia, local que muito provavelmente nuca iria visitar na minha vida se me incluísse no grupo 1 ou 2).

Muitas vezes em conversa com elementos do grupo 1, eles já me disseram que devo sofrer do síndrome do Peter Pan. Segundo eles, quem sofre desse síndrome têm um enorme medo de crescer, quer manter-se para sempre criança. Se sofro ou não, não sei. Só sei que sou pessoa de usar todas as armas que possuo. Não sou bonita fisicamente mas gosto de me sentir a pessoa mais inteligente e aventureira que alguma vez conheci. E segundo a minha inteligência, nem todas as mulheres são boas donas de casa ou parideiras. Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Mas atrás de uma grande mulher poucas vezes existe atrás um grande homem. Toda a gente sabe quem foi a Margaret Tatcher. Mas poucos são os que sabem o nome do marido dela.  Se um homem enviúva é um pobre coitado que não tem grande capacidade de fazer as tarefas domésticas e que normalmente procura arranjar outra companheira, se uma mulher enviúva torna-se para todos os efeitos uma grande guerreira, uma guerreira que tem de lidar com filhos, mecânicos, picheleiros e electricistas. Uma guerreira que com o passar do tempo e com as limitações que a sociedade impõe se torna fria e calculista. Uma cabra muitas vezes.

E pronto, gostei daquela frase que o Barney Stinson do How I met your mother disse num episódio:

"Everyone I know is getting married or pregnant. I'm just getting more awesome"

e já agora desta:

"Sometimes I wish everybody could be as awesome as I am"

True story



1 impressões:

S* disse...

Toda a gente tem o seu ritmo... se estás feliz e realizada, o resto é conversa.

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