quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Agosto 2013

Conheci pessoas novas, algumas das quais começaram a fazer parte do meu circuito de amigos.
Um dia comentei algo sobre um desses meus novos amigos (neste caso um velho amigo que reapareceu na minha vida ao fim de quinze anos): o P.
A minha mãe, sem saber quem ele era realmente, pôs-se a perguntar o que eu sabia sobre ele: o que ele fazia da vida, onde ele estudara...
- Já agora, de onde ele é?- pergunta-me.
- Ele apesar de viver aqui perto, nasceu em Angola.- disse-lhe vagamente, mas com um retoquezinho de malvadez.

Ok. A minha mãe ficou um bocadinho desconfortável com a resposta. Apesar de saber que ela não é racista, nem longe que se pareça, sei que ela não veria com bons olhos o facto da filha namorar eventualmente com um negro. Porque este Verão a sua filha Alima andou com um P. angolano para cá e para lá.


Uns dias mais tarde, disse à mãe que iria sair. E que o P. angolano iria buscar-me a casa. Disse-lhe até que até era menina de apresentar-lhe o P. angolano. A mãe entrou em pânico. Oh, não vale a pena, filha..., disse-me ela.
E quando ele chegou, chamei a minha mãe. Ela apareceu no jardim. Ele permaneceu no carro.
-Mãe, este é o P. que nasceu em Angola!

A minha mãe lá se inclina para ver quem estava dentro do carro e vê o filho da amiga dela. Ele faz-lhe um sorriso com os dentes todos, e acena-lhe. Ele sabia o que tinha aprontado.
Depois de um breve suspiro sonoro, a mãe diz para mim tentado controlar o riso:
-Oh Alima, vai te lixar!

0 impressões:

Enviar um comentário