sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Querido A.

Tenho o professor de pato-fisiologia mais secante do mundo e arredores.
Como te vou explicar: demora meia hora a chamar o nome do meu grupo (somos nove ao todo), mais meia hora a tentar abrir site, mais site mais site. Meia hora a falar sobre que livros deveríamos comprar para a cadeira, abre e fecha Amazon umas cem vezes. E só que estamos realmente cansados de estar na aula é que começa a dar a aula propriamente dita.

Disseram-me os mais antigos alunos que o fulano é um observador nato. Fica logo atento ao nosso primeiro erro. Que chumba alunos só porque sim. E claro, desde logo tentamos criar uma boa impressão de maneira a tentar cativar o homem.

Logo na primeira aula ele berrou o meu apelido a perguntar quem era. Sim, porque onde estudo conta mais o apelido que o nome. Eu respondi. Então ordenou-me que teria de fazer uma apresentação para a aula seguinte. E tal como chamou o meu nome, outros colegas meus foram chamados para fazer a mesma coisa.
Uma semana passada, com o trabalhinho feito, cheia de medo de causar má impressão, lá fui eu à aula. Os outros nomes que foram chamados na semana anterior nem os pés puseram.

Fiz o meu trabalho em power point, tentei demonstrar uma segurança que realmente não tinha. Mostrei imagens, gráficos e tabelas, fiz uma apresentação com pouco texto de modo a que fosse fácil a leitura.
E quando terminei, olhei expectante para o professor e ele sorriu para mim e deu-me os parabéns pela minha exposição. Afirmou também que já era costume que os portugueses fizessem um trabalho bastante satisfatório uma vez que o nosso sistema de ensino já nos habitua a trabalhar com pesquisa bibliográfica desde o secundário.

Foi assim um pequeno passo para mim, um grande passo para passar na cadeira!!!


Alima

2 impressões:

S* disse...

Muito bom, muito bom. Ultrapassaste a dificuldade.

capitão disse...

Parabéns!

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